terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Ano UM

12/10/2012

Em outubro resolvemos acampar com as barracas que tínhamos comprado para o Carnaval 2012, crentes que havíamos feito um bom negocio na compra de equipamentos e na época, CRUS de experiencia, fomos acampar em uma cachoeira em Piedade dos Gerais.


Como a ideia não era apenas acampar, mas curtir a cidade que o +Pedro Henrique  tem família e amigos, chegamos na cidade e fomos tentar conhecer os familiares dele. Depois de horas sem conseguir encontrar com ninguém exceto uma de suas tias, fomos para a Padaria tomar um café.
Saímos da Padaria e fomos em busca de outras cachoeiras para conhecer apenas .... também corria os boatos que as cachoeiras estavam lotadas de gente e que durante o dia - principalmente de calor - ficavam abarrotas de gente.

Horas e horas procurando pelas cachoeiras que jamais encontramos, e nosso tempo acabando, voltamos para a cidade tomamos um novo café na padaria e fomos para o bar 'point' da cidade (a noite).

Ficamos por lá, bebemos algumas cervejas, comemos alguns petiscos e o bar apenas se enchendo mais e mais, carros com som parando cheio de mulheres e o negocio começando a ficar realmente bom, ate que começou a pingar. Como não havíamos nem montado a barraca, nem tínhamos feito o reconhecimento do local, fomos para a área de Camping (se assim pode ser chamada), enquanto ainda havia sol.

A cachoeira não era tão próxima quanto imaginamos e chegamos no finalzinho da luz do sol, mas a pior parte era que não havia mais bons lugares para montarmos nossas barracas, dezenas e dezenas de pessoas acampadas e - logico - nos melhores locais.

Havia um bambuzal enorme e corremos para baixo dele, mas eis que surge o primeiro segundo terceiro quarto"IMPREVISTO" (kkkk imprevisto, é ate engraçado utilizar essa palavra para tamanho desPREPARO), embaixo do bambuzal havia um formigueiro enorme de Formigas cabeçudas, lutamos um pouco com elas, mas elas venceram.

Como não havia um bom lugar e a chuva estava cada vez mais próxima, resolvemos montar a barraca no meio do 'pasto' (na verdade um Areial). Para facilitar o acesso ao carro e para que utilizássemos o veiculo como uma proteção do vento e ate uma base de apoio, resolvemos estacionar o veiculo ao lado das barracas e páá ... O veiculo atolou na areia, e agora estava preso, nem pra frente nem pra trás, e todas as tentativas eram aplaudidas e zuadas pelo publico na porta de suas próprias barracas.


Depois de varias tentativas e os 3 (Eu+Igor Guaracy e o +Pedro Henrique) empurrarem, puxarem, pularem, cavarem, rezarem, baterem, chutarem, socarem, carregarem, pensarem e se enfurecerem ... conseguimos enfim dar ré e retirar o carro da areia. o que nos deixou sem uma "proteção" contras os ventos, mas ok.







QUINTO SEXTO IMPREVISTO 



Fomos em busca de material para fazer uma fogueira, não havia bons pedaços de madeira - afinal a concorrência era enorme - e não tínhamos facão ou faca para cortar dos bambus, alem de queimarem muito rápido. resolvemos pegar umas coisas pretas que estavam jogadas por lá ... Após fogueira acesa, percebemos que as coisas pretas que ninguém havia utilizado eram bosta de vaca, mas ok, pegou fogo kkkkk.

Começou a chuva e entramos para dentro das barracas, eu estava dormindo na barraca menor sozinho e os meninos estavam dividindo a barraca maior (uns 5 cm a mais de puro conforto), até que vem o grito do Eré "Adalton, você não vai acreditar, mas nosso colchão está furado.. já estamos no chão da barraca.", ri bagarai, mas não acabou por ali, com a chuva o Eré grita novamente "Adalton, tem água na barraca", não acreditei e retruquei e obtive apenas a resposta em forma de som ... como se alguém estivesse nadando - Literalmente, nadando. ri mais ainda


Não demorou muito para acabar com minhas risadas, eis que surge um fio de água do topo da minha barraca diretamente em minhas costas, esse fio logo se torna uma cachoeira e sem muito o que fazer e sem nenhuma lona para nos proteger, tirei a camisa e joguei em cima da barraca em busca de uma tentativa de desviar a maior quantidade de água e que não fossem para dentro da barraca. Falha tentativa que agora me deixou alem de molhado e com frio ... sem camisa.

ONDE ESTÁ MINHA COBERTA?!

Já batendo queixo de frio, chovendo dentro da barraca, alias, uma cachoeira particular na minha barraca, ensopado e sem conseguir dormir, obviamente. Estava à procurar minha coberta, mas não a encontro, tinha certeza que havia deixado na barraca, mas simplesmente desapareceu, devo te-la deixado no carro sem perceber e estou viajando.

Na primeira estiagem da chuva, saímos da barraca e até o Bob Esponja estaria orgulhoso, conseguimos fazer uma fogueira dentro d'água .... impressionante .... ela não apagou.

Depois de maravilhados com nossa fogueira de bosta (literalmente), fomos nos organizar - já que o colchão dos meninos estavam furado, resolvemos dormir todo mundo na mesma barraca - sim, uma barraca que dizia caber 4, mas cabia 2 apertado e resolvemos dormir 3. Ao começar organizar as coisas, percebo minha coberta na barraca deles EN-SO-PA-DA, "o que houve" eu pergunto, eles apontaram para o teto da barraca sem a proteção (ventilação) e dizem "Não sabemos onde está a proteção", e retruco "O que minha coberta tem a ver com isso?", e respondem "estávamos com frio, e nos cobrimos da chuva com ela"

Irei me abster das palavras pela vontade de matar esses filadaputas...

Como meu colchão era de Solteiro, pegamos o colchão deles e dobramos em forma de colchonete (já que estava vazio) e preenchemos o espaço da minha barraca que nesse momento já havia um mini lago de acumulação de água. depois dobramos minha coberta ensopada por cima e cobrimos com as toalhas... todo mundo com frio, mas protegidos.

Pegamos mais algumas fezes de vaca e jogamos na fogueira, cobrimos a minha barraca com a minha proteção (ventilação) mais a proteção da barraca deles, e deitamos.

Ó O BICHO VINDO MULEQUE

Lá para o sétimo dia - dessa noite, quando já não conseguimos mexer mais, e com frio e com sono mas sem conseguir dormir, deu uma pequena estiada, o Igor disse que iria mijar, mas ao abrir a barraca ele simplesmente trava sentado.. E começa ...

"Carai mano, tem um bicho lá fora", 
"Carai mano, o bicho é grande", 
"Carai mano, ele tá olhando pra nós e ta vindo devagarzinho", 
"Carai mano, ele ta em MODO de ATAQUE"
... a gente começou a rir mas sem saber  o que estava acontecendo...

O Igor então só deita, se cobre com o pano e se protege... comecei a gritar com ele "carai fii, fecha a porta da barraca então deixa o bicho lá fora", e ele apenas respondeu "eu não, ele vai atacar, pqp" ... um pouco de discussão depois o Eré fechou a barraca.

Alguns instantes depois me bateu realmente o desespero, no meio da tempestade lá fora, algum bicho simplesmente chega bem na minha cabeça pelo lado de fora da barraca e começa a me cheirar, código marrom já estava em funcionamento, não sabia o que poderia fazer para me defender se realmente fosse algum animal perigoso, apenas me retrai e me protegi e rezei e rezei de novo.



Na terceira estiagem, o Eré disse que já não suportava ficar mais na barraca e foi dormir no carro ... para seu azar, havia deixado uma das janelas abertas, o carro também estava ensopado... tomamos nosso refrigerante que estava na geladeira (estava simplesmente no tempo - e ainda estava gelada devido ao frio), melhoramos ainda mais as coisas já que um de nós fora dormir no carro ... catamos mais fezes de vaca para a fogueira e descobrimos que o animal feroz era um Poodle de uma família que também estava acampando. Sem enfase na solução do problema para diminuir a vergonha.



O NASCER DO SOL DO ANO UM

Não sei que hora, mas era bem cedo, quando surgiu os primeiros raios de sol [e a fogueira ainda em pleno vapor] e já não havia mais chuva, saímos da barraca (o Eré do carro) e nos olhamos com aquela cara de derrota uns para os outros e antes de falarmos alguma coisa, começam as reclamações e gritos das barracas, reclamando de quão foda foi essa noite ... muitos já estavam juntando suas coisas para irem embora daquele inferno.

Nós ... apenas percebemos que aquele dia seria diferente ... e bom!!!

Já as 06h00 da manhã ficaram apenas três famílias na área de camping e nós, então procuramos o melhor lugar para colocar a barraca, construímos uma estrutura de bamboo com um facão emprestado e pedaços de arames e cordas encontrados por ali, construímos uma bancadinha com talas de bamboo, remontamos a fogueira de melhor maneira e reservamos madeira, estacionamos bem ao lado da barraca e fomos na cidade comprar uma boa lona para servir de proteção da chuva.

Trabalhamos tão bem .. não choveu.

Nesse dia aproveitamos demais, compramos carne e carvão na cidade para fazer um churrasco.. que o Igor quase nos matou com tanto sal e que tivemos de voltar a cidade para comprar os refrigerantes que havíamos esquecido de comprar... Conhecemos as meninas da barraca do lado "Pepe e Neném" (sim, eram gêmeas, sim, eram parecidas com elas) .. Nadamos na cachoeira, conhecemos mais pessoas, participamos de churrasco alheio, e de noite ficamos horas conversando com Pepe e Neném em um luauzinho de um violão, péssimos cantores e muita cerveja e também muita historia - Lógico que a gente tentou pegar a Pepe e Neném ... Mas a gente queria (6.6) e não queria, então acabou sendo salvos por Odin. ou não.

No ultimo e cansativo dia, nadamos e nos divertimos um pouco, mas não demoramos muito para ir embora. Foi um final de semana repleto de aprendizado e que com certeza me ajudou a evoluir e ficar mais forte. Estava com meus melhores amigos e aproveitamos como deveria ter sido aproveitado.

E como dizem:

"Dinheiro vai e vem, a gente sabe disso, o mais importante são as pessoas que estão aqui, aqui e agora"






sábado, 17 de dezembro de 2016

Os Enganadores MC



As vezes fico viajando na maionese, pensando em coisas distintas e muito das vezes sem nexos ou até impossíveis, se tem uma frase que escolhi para definir meus sonhos é "Se sonhar, sonhe grande, o trabalho é o mesmo", então não 'regulo' o tamanho ou complexidade do que penso e imagino, apenas deixo fluir ... deve ser por isso que sou muitas vezes taxado como um cara criativo (até demais), mas o que achei de certa forma engraçado dessa vez é que eu e os meninos possuímos um MOTOres CLUBE, sim, um clube de motociclistas que leva o mesmo nome do grupo OS ENGANADORES MC, até que viajamos bastante e já fomos em diversos encontros inclusive alguns encontros nacionais em outras cidades bem afastadas.

Parei para analisar o grupo em si .. e essa coisa de CLUBE e percebi o seguinte:

- O grupo só tem 4 membros
- Só dois gostam de moto de verdade (por isso escolhemos Motores Clube)
- Os que dois que gostam de moto, são pagodeiros e não gostam (gostavam) de Rock
- O Presidente - +Igor Guaracy  (Igor) - não organiza nada
- O Vice-Presidente - +Adalton Vinicius (Daltin)  - é apaixonado por carros
- O Chanceler - +josé santos (Pará) - nem sabe que o "Moto Clube" existe
- O Tesoureiro - +Pedro Henrique (Eré) - esta no cargo certo, pois tem um UNO e mexe com as finanças - faz sentido
- Os que mais vão nos Encontros de Motociclistas são os dois que tem e gostam de carro
- Só o Vice-Presidente (eu), tenta fazer alguma coisa pelo "o clube"
- Temos os desenhos e tudo montado, mas não temos o 'colete' nem a 'bandeira' confeccionada

A imagem pode conter: 2 pessoas, área interna
Vice-Presidente e Presidente
Nenhum texto alternativo automático disponível.
Tesoureiro
Chanceler
Por mais que eu fique meio indignado de correr atras das coisas sozinho e ser o único que leva a ideia a serio (mesmo que não foi eu que inventei a ideia do grupo)... quando lembro das viagens, zueras e encontros que vamos, percebo que o 'esforço' vale a pena e sempre busco fazer isso mais vezes com esses que são meus irmãos que eu pude escolher.

"Dinheiro vai e vem a gente sabe disso, o que importa são as pessoas que estão aqui, aqui e agora"

OS ENGANADORES MC


domingo, 13 de novembro de 2016

Carnaval 2012

Carnaval 2012 - Itabirito


PARTE 01 - Sexta/Sábado

Como de costume, aconteceu do nada, era semana de carnaval do ano de 2012, estávamos pensando o que fazer para nos divertir e nenhum de nós nunca foi muito chegado no carnaval, então resolvemos que deveríamos ir para experimentar e se não gostássemos voltaríamos a falar mal -  como a maioria falando sem saber o que realmente acontece.

Porém, eu trabalhava em uma empresa que não parava no carnaval, como não podia faltar, só poderia curtir no final de semana. Na sexta de Carnaval o Pará e o Eré desistiram de ir, então fomos apenas eu e o Igor.

Nem havíamos escolhido pra onde ir e o Igor me aparece com o carro do pai dele, começou a chover, entramos no carro e fomos andando ... pensando pra onde ir, resolvemos ir para Itabirito.

Mas o engraçado é que não sabíamos onde era Itabirito...

Já na BR indo ao menos na direção certa, equiparamos o carro que estávamos com um Corcel azul, com umas 7 pessoas dentro com perucas, bebidas e som alto. Estava chovendo bastante, então não paramos, pedi que abaixassem o vidro e ficamos conversando à fim de descobrir onde era Itabirito.

Gritaram de lá que estavam indo pra lá também e que também não sabiam onde era ... então fomos junto.

O Corcel tinha três homens e quatro mulheres, elas mexendo com nós e nós com elas, só ali na BR o Carnaval já estava valendo a pena.

Como é de lei a quem não sabe pra onde vai, nos perdemos...

Muito chão depois em um caminho que não fazíamos a menor ideia de onde estava dando, paramos em um posto de gasolina para perguntar... Nesse posto tinha mais uns 15 carros procurando Itabirito. Ai a gente pirou, Carnaval tinha tudo pra ser espetacular. Nos explicaram o caminho e fomos embora todos os carros juntos no rumo certo.

Chegamos em Itabirito e acabamos nos perdendo do pessoal do Corcel azul - que pena - ficamos na chuva curtindo o carnaval... foi doideira demais. Como havíamos bebido bastante nem tentamos vir embora, dormimos de cueca no carro kkkkk, engraçado foi acordar meio tarde e ver uma galera olhando pro carro e nos desmaiado dentro do carro só de cueca kkkkk. Então colocamos a roupa e fomos embora.

DETALHE: Indo embora, ainda não entendi no que deu na cabeça do Igor ate hoje ... uma curva mais pesada da estrada, ele simplesmente posiciona a mão em cima do freio de mão e diz "Putaqueopariu Adalton, o carro vai rodar, já que vai rodar, vamos rodar bonito!" kkkkk, comecei a rir e a entrar em desespero tudo junto, só disse "Tira essa mão dai filhadaputa, vai rodar porra nenhuma não" .. ai ele obedeceu, ainda bem..


PARTE 02 - Sábado/Domingo

Já no sábado, ao contar as historias pro Eré e pro Pará, quase não acreditaram e resolveram que iriamos ir para Itabirito de novo...

.... Mas dessa vez fomos melhor preparados, Juntamos uma grana e eu e o Pará foi fazer as compras kkkkk
(Ai cara, só de lembrar, eu morro de rir).

Pará, sem noção e metido a bebedor pra caramba, foi fazendo as medidas que íamos comprar, então compramos isso:

- 4 caixas de cerveja (uma pra cada um)
- 8 Catuabas (duas pra cada um)
- 4 Garrafas de Vodka (uma pra cada um)
- 2 Garrafas de Montila (para misturar com Coca-Cola)
- 6 Garrafas de Coca-Colas 2 litros
- 2 Sweepes 1,5 litros
- 1 CAIXA de Balalaica ICE
- 6 Garrafas de Energético de 1 litro

+ 2 Barracas para 4 pessoas
+ 4 Colchões Infláveis de solteiro
+ 1 Bomba de encher Infláveis

> 1 Pacote de Papel Higiênico
> 2 Pacote de Pão de forma
> 1 Presunto

< Comprei extra um pacote de Bombom Serenata (Glicose)

Vou ser sincero, não sei o que deu na minha cabeça que não percebi o que estava fazendo kkkkk, só de bebida foi mais de R$800,00.

 Já anoitecendo o Igor chegou com seu POLÃOOO e fomos...

Dessa vez a gente acertou o caminho, chegamos lá, bebemos e zuamos pra garai... Só morri uma vez ate hoje e foi esse dia.
[Melhor não descrever os detalhes, mas pedi pra me levar pro hospital - Nisso você já vê - Mas não me levaram, filhasdaputa]

Como só compramos as coisas e não tínhamos lugar pra dormir, dormimos numa praça lá.. na verdade, nem sei como fui pra praça, nem como montei a barraca (se ajudei a montar a barraca), nem onde era, nem nada... apenas aconteceu.

De madrugada passou uns caras dizendo "Já pensou colocar fogo nessas barracas" - eu não vi, mas teve nego que nem dormiu kkkkkkk

PARTE 03 - Domingo/Segunda

Como eu morri e estava no VALHALLA, implorando para ser ressuscitado em algum hospital -  o que não ocorreu - ao acordar em uma das #10 vezes para vomitar, acordei no meio do caminho de lugar nenhum, perguntei os meninos onde estávamos e não souberam responder, mas estavam procurando uma cachoeira / área de Camping para acamparmos e dormimos esta noite.

Descobrimos uma cachoeira que chamava Dona Chica. Só percebemos que nunca havíamos chegado nessa cachoeira Dona Chica, mas em outra, quando estávamos indo embora.

A cachoeira era uma caminhada descendo a montanha de uns 1 km ou mais ... cheguei lá destruído, apenas me afoguei um pouco naquela água gélida para me recuperar ... funcionou bem ... dia foi ótimo!


Isso foi só na parte da manhã, na hora do almoço fomos para a área de Camping para almoçar.

Pará tentou pegar a Tia da Cozinha pra gente tentar almoçar de graça, mas não deu muito certo, conversando com os administradores do Camping disseram que o Gerente estava na cidade e que se gostaríamos que ele trouxesse uma carne pra nós fazermos um churrasco. Então ficamos aguardando ate ele chegar.

FACADA, cobraram de nós, a gasolina do cara que estava na cidade para trazer a carne pra nós, ALUGUEL DA FACA que iriamos usar, mais um pouco pelos fósforos e pelo o resquício de álcool ... como estávamos com dinheiro e em clima de curtição apenas relevamos e pagamos.


Já estava anoitecendo, então conversamos com o porteiro do Camping e explicamos que só estávamos em Itabirito por causa do Carnaval, e sendo assim, que a noite iriamos para o Carnaval...
A duvida era: 'Como iriamos entrar na área de Camping ao chegarmos de madrugada'. Ele então disse que poderíamos chamar ele, independente da hora, e nos passou seu numero de telefone celular.

Tudo nos conformes, montamos nossas barracas, nos arrumamos e fomos pro Carnaval!!

Rolou muita treta nessa Carnaval, pra começar, já lá pras horas que eu tava loko, "ALGUÉM" jogou um copo de cerveja num Travesti e saiu correndo, eu que estava andando viajando no Carnaval só escutei o "Filhadaputa", quando dei por mim, só percebi o soco vindo em minha direção, conseguir dar um passo para trás ... o suficiente para desviar do soco, mas o soco atingiu o meu copo que se quebrou em meu peito, me molhando...

Nisso, veio dois policiais correndo pro meu lado, sem entender nada, tomei uma tonfada na perna e tentei me explicar que nem sabia o que estava acontecendo. Então eles mandaram nós sairmos dali.

Começamos a rir um bocado e saindo dali Igor me abraçou (na verdade foi mais pra um Mata-leão que um abraço) e começamos a caminhar [perambular]... poucos metros depois, passando ao lado de uma tenda de musica eletrônica, tropecei em uma das cordas - com o Igor agarrado em mim (e bêbado) não tive equilíbrio para me sustentar de pé.

CHÃO - Eu cai, o Igor caiu em cima de mim ..e nasceu um bola de basquete na minha cabeça. O Igor simplesmente esqueceu que havíamos caído e pôs na cabeça que os policiais haviam batido em nós.

Fui zuar com a ideia e acabei me empolgando e esquecendo que era mentira - bêbado é foda - então paramos um carro de policia para reclamar da policia. ops..

=============================
Para quem ta duvidando kkkk, nesse vídeo tem uma retrospectiva do nosso carnaval. com o fucking parando a policia para reclamar da policia.

Aproveitem e sigam nosso canal
YouTube: UPP Fest - Twitter : UPP Fest - Facebook: UPP Fest - Grupo FB: UPP Fest - Google+: UPP Fest - Filmow: UPP Fest - Pinterest: UPP Fest
===================================

{Pra quem viu o vídeo} Pará muito puto depois e a gente triloko, fomos embora para área de camping. O Eré que não estava bêbado levou o carro, infelizmente no caminho atropelamos um cachorro que estava no meio da BR numa escuridão danada, não teve como desviar.

Ao chegarmos na porta do Camping tentamos ligar para o porteiro, mas o telefone só dava fora de área, então gritamos até ele aparecer (umas 04h30 da madrugada).

Legal foi que ao chegar no portão o porteiro disse: "Vocês vão ter que pular, eu não sei cade a chave"
ficamos com aquela cara de FDP pra que mandou a gente te chamar se podia ter dito pra gente pular desde o começo. No caminho até as barracas só estávamos escutando aqueles múrmuros "Quem é esse filhadaputa que tá gritando essa hora", fingimos que não era com nós e fomos dormir.

Deitado naquela barraca escutando os ventos balançando as árvores e cantando entre os vãos das colinas, foi um espetáculo a parte, quase sarou a embriagues e manteve a vontade de ficar acordado curtindo aquela sensação ... mas ainda estava bêbado e dormi.


PARTE 04 - Segunda/Fim

Acordei, o Eré já tinha feito ate caminhada, pqp, ainda reclamou que estávamos dormindo, pqp².

Como eu já tinha faltado no serviço, já que era para estar trabalhando desde as 07h15 e já eram 09h00 da manhã, juntamos nossas tralhas tranquilamente e descobrimos que havia banheiro na área de Camping e que o mato e o banho na cachoeira poderia ter sido evitado .. ops.. conversamos com o pessoal, acertamos nossos pagamentos, 'nos cobraram o ALUGUEL DE UMA FACA e nos dão desconto na estadia da área de Camping PQP³' e começamos a fazer nosso caminho de volta para casa.

Tentamos uma estrada alternativa mas o carro não subia, então tivemos que voltar - então percebemos que havíamos perdido um pedaço do carro - e voltamos para a estrada alternativa para encontrá-lo .... Quando finalmente chegamos a BR, o Igor se mantêm atrás de uma perua a-bar-ro-ta-da de coisa e que mal ultrapassava os 30 km/h. Ao ser perguntado o motivo do qual estávamos ali, surge a resposta mais sem noção da história:

 "Sei lá vei, os caras podem estar armados e se a gente o ultrapassar, ele vai ficar puto, vai nos seguir e vai matar todo mundo".

JURO QUE AINDA NÃO ENTENDI DA ONDE ELE TIROU ESSAS IDEIA.

Chegamos em casa e tudo voltou ao normal, mais um fim de semana inesquecível, só fui xingado pelos meninos por que tivemos de vir embora mais cedo por causa do meu trabalho, e xingado no meu trabalho por não ter vindo embora mais cedo por causa do meu trabalho.

E no fim disso tudo, HOJE, eu percebo que não tenho problema nenhum em passar perrengue ou não comprar o que eu quero enquanto permaneço desempregado, minha unica reclamação é não poder curtir com meus amigos pela falta de dinheiro. Eles até me ajudam bastante e salvam quando podem, mas o dinheiro facilita as aventuras com certeza!

Como diz Dominic Toretto na franquia Velozes e Furiosos
"Dinheiro vem e vai a gente sabe disso, a coisa mais importante, são as pessoas que estão aqui, aqui e agora!"

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Desespero Total

14/11/2011 - São Gabriel da Palha - Espirito Santo


Era véspera do meu aniversário de 21 anos quando recebi a ligação do meu pai, que ate então morava em São Gabriel da Palha, Espirito Santo. Pediu para que eu e meu irmão Natan fossemos para lá visitá-lo e participar de um evento que seria muito importante para ele - então fomos.

Existe três maneiras de ir para São Gabriel da Palha - Carro/ônibus, Trem/ônibus, Avião/ônibus, e nenhuma delas é rápida ou não cansativa, mas devido à melhor adaptação do tempo, fomos de ônibus/ônibus. 


Então começa a flagelada viagem de ônibus, você já sabe e espera que estará as próximas 9 horas (no minimo) preso dentro dessa grande lata de ferro com rodas, mas isso piora quando se é pobre e mal tem dinheiro pra comer na estrada kkkk.

Devido o racionamento monetário, resolvemos não descer nas paradas de ônibus para não comer, mas após 6 horas de viagem e as pernas já estarem cansadas de ficarem paradas na mesma posição, resolvemos nos levantar e tomar um café, só café.

Até ai tudo bem, entramos no recinto, pedimos um café, estávamos tomando, com mais alguns passageiros do ônibus .. até olhar pra trás e me deparo simplesmente com o ônibus dando ré e em seguida acelerando para o lado do portão..

DESESPERO TOTAL



Teve alguém que lançou um grito desesperado de "PQP o busão largo nois", nisso saiu gente correndo do banheiro com as calças no meio das pernas, gente ajoelhando, mãos na cabeça e rostos de incompreensão total.

Nesses milésimos de segundo desesperadores, olhei para o Natan - que sempre foi mais extrovertido e sem vergonha - esperando alguma reação que nos salvasse daquela situação, afinal, possivelmente um grito de "OO pera aeee", poderia ser capaz de solucionar o problema.

Mas não houve reação, e antes de virar a cabeça para o ônibus novamente, eu já estava correndo em sua direção.

Vou te falar que é como dizem, Gordinho com medo, não tem quem pega, corri como se tivesse esquecido as roubas no varal num dia de chuva ... Ninguém conseguiu alcançar o ônibus, exceto eu, que pulei na porta já xingando o motorista, que rachando os bico apenas disse "Calma, eu só vou mudar de vaga, estacionei na vaga errada e vocês ainda tem 10 minutos para lanche"


Nem acabei meu café, paguei, e eu e o Natan voltamos para o ônibus e pelo que me lembro com a maioria dos passageiros.

Natan, tem a fama de Stifler - Fraga aquele cara do American Pie, qual é loiro, olhos verdes e pega a mulher que quiser - pois é, esse é o Natan.

Não deu muito tempo de viagem após essa cena toda, e já estava sentado com uma morena em um dos bancos, e menos tempo ainda, já estava pegando.

Chegamos em Colatina e de Colatina pegamos o outro ônibus para São Gabriel da Palha, lá nosso pai já estava em nossa espera. (Estava amanhecendo)


Então fomos para casa de meu pai, reencontramos nosso irmão mais novo parte de pai - Matheus - e a Dulce, mãe do nosso irmão.

Durante o dia, demos uma descansada, conversamos e brincamos com nosso irmão, a tarde, levamos nosso irmão para um campeonato de futebol na S10 que coincidentemente estava com a tração 4x4 ligada e que eu não estava enxergando os quebra-molas nem as placas de velocidade, e nisso quem encontramos ... a mulher que o Natan havia pego dentro do ônibus, pouco tempo mais tarde, meu pai chega, e ele à conhecia, quando disse que o Natan era seu filho, a mulher começou a rir sem graça e soltou apenas aquele "30 anos né filhadaputa" bem sutil ..... e a noite saímos para um barzinho/restaurante, tudo bem tranquilo.

Eu (Adalton), Matheus e o Natan

No dia seguinte, era o tal evento, alugamos um terno e fomos para a festa no Corolla de marcha automática da Dulce... Nunca passei tanta vergonha na vida, pois estava de motorista e nunca havia dirigido um carro automático... mas foi engraçado, a cada "troca de marcha" (que não existia), eu apertava o freio como se estivesse pisando na embreagem.. 

Pensa num povo que deu cabeçada pra tudo que é canto dentro do carro nos primeiros 5 minutos kkkk 

Depois que a Dulce solicitou que eu fizesse a troca de carros, meu orgulho falou mais alto e me adaptei o suficiente para dirigir como se dirigisse o carro todo dia.

Claro que eu não fiz isso ... quando ela estava
A festa foi diversão a parte, muita coisa bacana e gente bonita, mas após algumas horas a Dulce me pediu que eu a levasse embora, veio eu o Natan, Matheus e a Dulce..

Deixamos ela em casa e fomos dar um rolê pela cidade para zuar, até que encontramos umas meninas sentadas na rua ... pqp lindas. E o Natan como sempre disparou na conversa, mas não ficamos muito por ali e fomos embora.

Já no dia seguinte, era hora de ir embora, o Natan ainda era Soldado do Exército, e como é sabido, qualquer atraso é cadeia. Então acordamos as 04h00, fomos para a Rodoviária e nosso pai me entregou R$100,00 e o dinheiro da passagem de trem.

Pegamos o ônibus e fomos para Colatina, em Colatina tínhamos que pegar um táxi até a Estação de trem e lá esperar o Trem que iria passar as 09h00 na estação. Até ai, tudo bem, depois do chá de espera até as 09h00, a estação abriu e .........

............ não tinha mais passagens disponíveis, ai sim, bateu o desespero total² 

Natan começou a resmungar que se não chegasse no quartel as 05h00 da manhã do dia seguinte, que com certeza seria preso, e devido essa distancia toda (e as mais de 09 horas de viagem necessárias) só a viagem de Trem era possivel de tempo (ônibus só saia a noite e só chegava em BH de manhã, e não daria tempo de trajar o uniforme.

Então sem muito o que fazer, voltamos para o táxi para voltarmos para a Rodoviária de Colatina.

O Taxista nos perguntou o que havia acontecido, e informamos que havia acabado as passagens, ele então propôs nos levar à uma cidade que não existia Guichês para compra de passagens, mas que o Trem parava e poderíamos então entrar no Trem e fazer a viagem. Mas nos cobraria R$80,00 até essa cidade.

Resolvemos tentar....


Bem-Vindo à cidade fantasma de Mascarenhas

Ficamos nessa cidade por mais 3 horas, e nada de Trem ou de pessoas, existiam algumas casas, que estavam fechadas e não parecia ter ninguém...

Até que finalmente o Trem chegou, custou tanto à parar que eu disse ao Natan "após o último vagão começar a passar por nós, não pense em nada, simplesmente corre e vamos pular no Trem"

... então ele parou, nem acreditei, embarcamos pela classe econômica ... olha, sou pobre e não tenho nada contra ser pobre ou querer economizar, mas a classe econômica desse Trem estava uma tristeza... Criança chorando, chão sujo, gente feia, bagunça e o caralhoaquatro.

Retirei todo o dinheiro da carteira e com os R$20,00 que sobrou da viagem de R$80,00 até Mascarenhas, averiguei que tínhamos dinheiro suficiente para duas passagem Executivas e estava sobrando R$5,00.

Após uma pequena conversa com o Natan, fomos...

Natan

Eu particularmente adoro viajar, acho ridículo uma viagem de ônibus, pois te priva da real emoção da viagem, retira sua liberdade e as lindas paisagens que podem ser aproveitadas..


Então as viagens de Trem que já fiz, eu mal sentava, ficava sempre na varandinha e fodase a cara preta de minério de ferro quando a gente chega em casa.


Foram 12 horas de viagem de Trem, (com aquela bela observação de que só tinhamos R$5,00 reais - Dividimos uma lata de Coca na 8ª hora de viagem) chegamos em BH já passava da 00h00, e para ir embora tive que pagar com o cartão de passagem da empresa na qual eu trabalhava.

Chegamos em casa mesmo lá pras 01h30 e tudo deu certo .. é uma viagem que me marcou, pois apesar das adversidades, enfrentamos sem medo (ou quase isso) e tudo ainda sim deu certo.. é o tipo de conclusão que a gente recebe de historias inacreditáveis de filmes que prova que as vezes é bom sim viver uma loucura.

"O fotografo é ruim, mas as viagem é boa"

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

O casamento do Zick

15 de Outubro de 2011

Ocorrido num dia de chuva, primeiro nos reunimos na casa de familiares do Eré (Pedro Henrique),
como não falta zuera e as família e primas dele são muito animadas, ficamos lá por um tempo na base do funk e dança .. é claro
Eré (Pedro), Igor e Eu
 Já estávamos nos atrasando devido as "distrações" .. resolvemos ir .. muita chuva, entramos na igreja, o casamento foi como deveria ser, lindo


Como não houve festa .. voltamos pra casa dos familiares do Eré ... e a "festa continuou" na base do funk e da dança .. é claro!


O texto de hoje é uma homenagem ao nosso amigo Zick (Carlos) ..
.. e seu casamento não deixa de fazer parte da nossa vida e da zuera ..